Tag Archives: Poesias

Corpos

Os corpos uniram
Os olhos brilharam
As mentes se pervertiam
Entre a aventura e o resgate

Um resgate unilateral
Um vazio incapaz de cobrir
Fatos sem relevância
Carências espirituais

Pôr que o corpo é carente
Mas a alma é transcendente
A fúria dos corpos se acalma
Mas o espírito parece afligir

O momento é bom
Mas logo passa
E o que fica é apenas
Um alívio imaginário

Como em estado de intuição
Sentimos o que o outro esta pensando
Como esta sentindo
Que ondas de energia estão fluindo

Até que mais um dia se segue
As cores se repetem
Os quadros inspirados na solidão
São pintados em meio a multidão que nos rodeia!

Novo dia aparece
E na nossa mente apenas o sol
Das tardes sonhadoras
Dos ventos que fascinam
Dos mais belos dizeres do iluminismo!

Fernanda Dutra

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O Devaneio

As vezes nos deparamos com a guerra
O devaneio da humanidade
Mas a guerra esta aqui
No dia em que o sol parece não iluminar seus caminhos

No amor que não vem
Que rebate as fúrias da forma e do pensamento
Aquele mesmo amor que fazia luzir as mais difíceis circunstâncias
O mesmo amor que rebate as esperanças

Mas há a fé
Que nos consola e nos conforta
A eterna luta em sempre ter algo para lutar
Pois é essa luta que nos mantém vivos

Contemporizar alivia as faltas humanas
Mediante a guerra
Ainda sabendo que a sensibilidade sempre é derrotada
E a força aparente é sempre irreal

Quando os paradigmas são criados
Nada pode ser feito além de esperar
Cada dia e cada noite o tempo
O tempo para obter as respostas

E as respostas sempre serão as que esperamos
Mas o tempo dessas respostas quase sempre extrapola a paciência
E quando chegam
Já passou o momento

E o momento?
Agora? Sempre?
Ou se deixa passar
Para depois lembrar de algo

Algo que na verdade
Nunca existiu
Que foi intenso
Apenas no pensamento.

Fernanda Dutra.

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Sonhos e Energia

Eu segui em busca de um sonho
O sol brilhava forte
Eu me perdi do seu encontro
Fiquei enlouquecida com a distância

Mas não desisti
Sabia que devia seguir
Aquela sorte do princípio
Pareceu loucura quando perto

Foi quando olhei as estrelas
Elas diziam que eu devia seguir o meu rumo
Ainda que nele eu deixasse
Emoções tão fortes

Quando cheguei ao meu destino
Foi como uma flor que desabrocha
Meu sorriso era tão claro e límpido
Que não aguentava a minha volúpia

Eram mares, terras, verdes
Lucidez e embriagues
Vitória e principio
E o principio da vitória

Ainda assim me perdi
Pois abandonei o que jamais deveria
Entusiasmo em sonhar
Em definir novas metas

Mas eis a percepçãoo
A filantropia embutida
A loucura pertinente
E a busca incessante

De um abrigo no campo energético!

Fernanda Dutra.

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